Bordinhon Advogados
Direito Previdenciário e Assistencial

Seu familiar tem 65 anos ou mais e renda baixa? Ele pode ter direito ao BPC LOAS

1 salário mínimo por mês, sem precisar ter contribuído ao INSS. O BPC LOAS é garantido pela Constituição para idosos em situação de vulnerabilidade. Muita gente tem direito e não sabe, e quem teve o pedido negado pode reverter a decisão na Justiça.

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BPC LOAS para idoso: você tem direito? Márcio Bordinhon, OAB/SP 312.390
Assista: Dr. Márcio Bordinhon explica o BPC LOAS

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O que é o BPC LOAS e por que ele existe

O BPC, Benefício de Prestação Continuada, é um benefício assistencial garantido pelo artigo 203 da Constituição Federal e regulamentado pela Lei Orgânica da Assistência Social (Lei nº 8.742/93).

Ele foi criado para proteger quem mais precisa: o idoso que chegou aos 65 anos sem condição de se sustentar, e cuja família também não tem como ajudar.

O valor é de 1 salário mínimo por mês, atualmente R$ 1.621,00, pago pelo INSS enquanto o beneficiário continuar preenchendo os requisitos.

Ponto mais importante: o BPC não é aposentadoria e não exige nenhuma contribuição ao INSS. Quem nunca teve carteira assinada, nunca pagou previdência ou sempre trabalhou de forma informal pode ter direito, desde que atenda aos critérios de idade e renda.

Quem tem direito ao BPC para idoso?

Para o idoso receber o BPC, são necessários dois requisitos principais.

1. Ter 65 anos ou mais

A exigência de idade é a mesma para homens e mulheres. Não importa se a pessoa nunca trabalhou formalmente ou sempre viveu de trabalho informal: a idade é o único critério pessoal exigido.

2. Comprovar situação de vulnerabilidade econômica

A lei exige que a renda mensal familiar por pessoa seja igual ou inferior a 1/4 do salário mínimo, atualmente R$ 405,25 por membro da família.

Mas atenção: esse limite não é absoluto.

O que a jurisprudência diz: o STJ (Tema 185, REsp 1.112.557/MG) e o STF (Tema 27, RE 567.985/MT) reconhecem que o critério de 1/4 do salário mínimo não pode funcionar como barreira absoluta. Quando a família tem despesas essenciais elevadas, como medicamentos, fraldas, transporte para tratamento ou cuidado com a saúde, o juiz pode conceder o benefício mesmo que a renda ultrapasse esse limite.

O que entra (e o que não entra) no cálculo da renda

Muitos pedidos são negados por cálculo errado de renda. Saiba que:

Outros requisitos operacionais

O INSS negou o BPC? Saiba por que isso acontece

Infelizmente, o INSS nega muitos pedidos de BPC que seriam plenamente devidos. Os motivos mais comuns são:

1

Cálculo incorreto da renda familiar. O sistema inclui rendimentos que não deveriam entrar, ou considera pessoas que não fazem parte do grupo familiar para fins legais.

2

CadÚnico desatualizado. A análise é feita com base nos dados cadastrados. Se as informações estiverem desatualizadas, o resultado pode não refletir a realidade da família.

3

Desconsideração de despesas essenciais. O INSS faz uma análise numérica e automatizada. Gastos com medicamentos, tratamentos, fraldas e cuidados não são considerados administrativamente, mas podem ser decisivos na Justiça.

4

Composição do grupo familiar equivocada. Às vezes, o INSS inclui no cálculo pessoas que legalmente não fazem parte do grupo familiar do beneficiário.

Importante: ter o BPC negado pelo INSS não significa que o direito não existe. Quando a negativa decorre de erro na análise de renda, documentação incompleta ou avaliação inadequada da situação familiar, é possível recorrer, tanto na própria autarquia quanto judicialmente.

O que fazer quando o BPC é negado

Existem dois caminhos após a negativa do INSS.

Recurso administrativo ao CRPS

O recurso deve ser apresentado em até 30 dias após a notificação da negativa, diretamente ao Conselho de Recursos da Previdência Social. Nesse recurso, é possível apresentar documentos adicionais e corrigir eventuais inconsistências no cadastro.

Ação judicial

Quando o recurso é indeferido ou quando a negativa é claramente injusta, é possível ingressar diretamente com ação judicial. Na Justiça, o juiz analisa o caso de forma individualizada, podendo determinar perícia médica, avaliação social e, em situações de urgência, antecipar o pagamento do benefício por liminar.

Os tribunais brasileiros têm reconhecido o BPC mesmo quando a renda formal supera o limite de 1/4 do salário mínimo, desde que comprovada a real vulnerabilidade da família.

Prazo e retroatividade: os valores devidos são pagos a partir da data do requerimento administrativo (DER), e não da data da sentença. Por isso, quanto antes o pedido for feito ou o recurso interposto, maior o período de retroatividade dos valores atrasados.

Por que contar com um advogado faz diferença

O pedido de BPC pode ser feito diretamente no INSS, sem advogado. Mas há situações em que o acompanhamento jurídico é decisivo:

Um advogado calcula corretamente a renda per capita, identifica rendimentos que não devem entrar no cálculo e organiza o conjunto de provas que apresenta a situação real da família, tanto na via administrativa quanto judicial.

Perguntas frequentes sobre o BPC LOAS para idoso

O idoso precisa ter contribuído ao INSS para receber o BPC? +

Não. O BPC é um benefício assistencial, não previdenciário. Quem nunca trabalhou de carteira assinada, nunca contribuiu para o INSS ou sempre viveu de trabalho informal pode ter direito, desde que tenha 65 anos ou mais e comprove situação de vulnerabilidade econômica.

O BPC paga 13º salário? +

Não. O BPC não paga décimo terceiro e não deixa pensão por morte para dependentes. Esses direitos existem apenas nos benefícios previdenciários. É uma diferença importante em relação à aposentadoria.

Se o cônjuge é aposentado, o idoso ainda pode receber o BPC? +

Depende. Se o cônjuge tem 65 anos ou mais e recebe aposentadoria de até 1 salário mínimo, esse valor não entra no cálculo da renda familiar para fins do BPC, conforme a jurisprudência do STJ. Se a aposentadoria for superior a um salário mínimo, ou se o cônjuge tiver menos de 65 anos, o valor é considerado. Cada caso precisa ser analisado individualmente.

A renda da família está um pouco acima do limite. Ainda assim tem direito? +

Possivelmente sim. O critério de 1/4 do salário mínimo por pessoa não é absoluto. Tanto o STF quanto o STJ já reconheceram que, quando a família tem despesas essenciais comprovadas, como medicamentos, tratamentos de saúde, fraldas e cuidadores, a situação real de vulnerabilidade pode ser demonstrada mesmo com renda formalmente acima do limite.

O benefício pode ser cancelado? +

Sim. O BPC é reavaliado periodicamente pelo INSS para verificar se o beneficiário continua preenchendo os requisitos. Se a renda familiar aumentar ou a composição do grupo familiar mudar significativamente, o benefício pode ser suspenso.

Quem mora com o idoso entra no cálculo da renda? +

Apenas os membros do grupo familiar definidos em lei: cônjuge ou companheiro, pais, irmãos solteiros, filhos e enteados solteiros e menores tutelados, e somente se morarem na mesma casa. Avós, tios, primos ou filhos casados que moram na mesma residência não são considerados no grupo familiar para fins de BPC.

Fale com nossa equipe: a análise começa pelo WhatsApp

Se você tem 65 anos ou mais, ou está ajudando um familiar nessa situação, o primeiro passo é entender se os requisitos estão preenchidos e quais documentos são necessários para o pedido. O contato inicial é feito pelo WhatsApp, sem compromisso.

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Atendimento presencial em Marília/SP • Online em todo o Brasil • OAB/SP 312.390, Bordinhon Advogados

As informações desta página têm caráter educativo e não constituem consulta jurídica. Cada caso possui particularidades que devem ser analisadas individualmente por um profissional habilitado.

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